Carro rebaixado fica menos seguro para motorista e ocupantes

O projeto de um carro procura contemplar diversas possibilidades, contudo, ao mexer em qualquer característica, o proprietário deve tomar cuidado para que o veículo não perca a dirigibilidade ou tenha algum comprometimento na carroceria. Uma das mudanças preferidas pelos jovens é rebaixar o carro. Muitos, ao fazer isso, acabam simplesmente 'cortando as molas', o que acaba comprometendo diversos componentes da suspensão.

Ao ver, nesta semana, um veículo tão baixo que chegava a soltar faíscas ao tocar esporadicamente no asfalto, o engenheiro mecânico, inspetor veicular do Inmetro no Sudoeste e professor do Senai, Marcelo Monteiro da Correggio, resolveu alertar os proprietários dos veículos rebaixados para os problemas que essas modificações estéticas podem causar a segurança dos proprietários e ocupantes dos veículos.

"Temos vídeos na internet que mostram dois carros idênticos, um rebaixado que sofre mais e outro original que sofre menos. Na colisão entre eles, o rebaixado tem as linhas de choque fora do campo de projeto, fazendo com que o carro se deforme mais do que normalmente sofreria, atestando a desvantagem por parte da segurança para a redução da altura dos veículos", explica. Ele completa. "Os para-choques de todos os veículos tem alturas padronizadas. Rebaixar é sair do padrão de segurança da norma."

O carro ganha em estabilidade, já que o centro de gravidade fica mais baixo, no entanto perde em conforto. Existem componentes especiais para deixar o carro mais baixo, mas são mais caros e demoram bastante tempo para serem instalados, o que dificulta a popularização.

Mudar a altura do carro não é ilegal, entretanto o carro deve passar por uma inspeção em empresa cadastrada no Instituto Nacional de Metrologia, Normatização e Qualidade Industrial (Inmetro) para atestar a mudança. "O que é permitido é que o carro tenha 50 centímetros de altura a partir do farol, que seja mantido o conjunto de suspensão, ou seja, o carro não pode perder o molejo original e que sejam colocadas molas esportivas, sendo que na inspeção, o proprietário deve levar a nota de compra da mola. Se tudo estiver certo, o documento é alterado", conta Marcelo.

O maior problema é que muitos motoristas ainda insistem em cortar as molas e ficarem ilegais, o que pode gerar multa. "Isso danifica diversos componentes. O carro fica mais duro e tem um comportamento dinâmico que não está preparado para isso.", alerta. O engenheiro ainda destaca que o rebaixamento dificulta até para o proprietário conseguir seguro, já que o carro se encaixa num perfil seguro, além de perder valor de revenda. "É uma alteração puramente estética, que pode dar diversas complicações, entre elas autuações".

Segue abaixo um video sobre o rebaixamento do carro: